sexta-feira, 30 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
Chuva miudinha molha-parvos!
Prontos! Desisto.
Não pára de chover, de chuviscar, de pingar… e a seca? E o fim da água na Península Ibérica? Então não ia deixar de chover e quando chovesse não era aos púcaros, em forma de tornados?
Agora é a falta dos alimentos… não, não me sinto insultado por terem varrido, para debaixo do tapete, os excedentes agrícolas (sem precedentes na história da humanidade), o que me magoa mesmo é terem abandonado o aquecimento global!
Não porque eu os tenha convencido, mas por causa desta chuva miudinha que não pára de cair!
Mudaram-se agora para a próxima falácia! Al Gore já está a preparar um novo filme: o grão de arroz incómodo!
Para me consolar dei um salto à Delta Cafés. Aquilo sim! Ou deixaram de pagar à empresa que actualiza o site, ou então são mesmo fiéis aos seus ideais! Aquilo é que é aquecimento global em pleno!
Eu morro com o aquecimento global, não vou combater mais outra falácia que vai permitir aos barões da distribuição venderem por 100 o que compram por 10… esta luta não vai o sem.penas combater. Afogo-me com o meu companheiro, o aquecimento global, nesta chuva miudinha que nos tortura até ao nosso último suspiro.
Adeus camaradas, um palhaço sem gargalhadas sai de cena.
Não pára de chover, de chuviscar, de pingar… e a seca? E o fim da água na Península Ibérica? Então não ia deixar de chover e quando chovesse não era aos púcaros, em forma de tornados?
Agora é a falta dos alimentos… não, não me sinto insultado por terem varrido, para debaixo do tapete, os excedentes agrícolas (sem precedentes na história da humanidade), o que me magoa mesmo é terem abandonado o aquecimento global!
Não porque eu os tenha convencido, mas por causa desta chuva miudinha que não pára de cair!
Mudaram-se agora para a próxima falácia! Al Gore já está a preparar um novo filme: o grão de arroz incómodo!
Para me consolar dei um salto à Delta Cafés. Aquilo sim! Ou deixaram de pagar à empresa que actualiza o site, ou então são mesmo fiéis aos seus ideais! Aquilo é que é aquecimento global em pleno!
Eu morro com o aquecimento global, não vou combater mais outra falácia que vai permitir aos barões da distribuição venderem por 100 o que compram por 10… esta luta não vai o sem.penas combater. Afogo-me com o meu companheiro, o aquecimento global, nesta chuva miudinha que nos tortura até ao nosso último suspiro.
Adeus camaradas, um palhaço sem gargalhadas sai de cena.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O síndrome do croquete…
Acontecimento com cocktail e toda a gente se precipita sobre a mesa antes que os croquetes acabem… foi pois, ternurente ver os nossos empresários ao colo, um dos outros, por um passeio de helicóptero a uma plataforma petrolífera.
Um belo momento de partilha tão diferente da populaça em perseguição do último croquete! Por isso se percebe, se aceita, que as vantagens conseguidas no petróleo de Chaves se dissipem, em parte, nos prémios aos nossos gestores. E que nada chegue aos bolsos dum povo devorador de croquetes.
Não estamos à altura da elite que nos dirige!
Para nos humilhar ainda mais, o sincero pedido de desculpas de Sócrates: “Se por algum motivo violei algum regulamento, alguma lei, lamento e peço desculpa, não voltará acontecer”.
Se? Ah! Bom! Ainda tem dúvidas, mas certamente não voltará a acontecer…
Usarei desta desculpa da próxima vez que me tentarem multar por excesso de velocidade!
Um belo momento de partilha tão diferente da populaça em perseguição do último croquete! Por isso se percebe, se aceita, que as vantagens conseguidas no petróleo de Chaves se dissipem, em parte, nos prémios aos nossos gestores. E que nada chegue aos bolsos dum povo devorador de croquetes.
Não estamos à altura da elite que nos dirige!
Para nos humilhar ainda mais, o sincero pedido de desculpas de Sócrates: “Se por algum motivo violei algum regulamento, alguma lei, lamento e peço desculpa, não voltará acontecer”.
Se? Ah! Bom! Ainda tem dúvidas, mas certamente não voltará a acontecer…
Usarei desta desculpa da próxima vez que me tentarem multar por excesso de velocidade!
terça-feira, 13 de maio de 2008
Mundos impuros...
“Considerada "impura", Rand não teve direito a funeral e os tios cuspiram sobre o seu corpo quando este foi lançado a uma vala.” (in DN)
Ruins tempos estes em que a honra dos homens se lava com o sangue das mulheres… ruins tempos estes em que tudo isto testemunhamos com respeito pela diversidade cultural. Ruins tempos estes em que a convergência se aplica apenas à oferta de serviços… ou talvez não exista nada de errado com os tempos de hoje, de ontem e de sempre, talvez exista apenas o tempo da nossa omissão!
Ruins tempos estes em que a honra dos homens se lava com o sangue das mulheres… ruins tempos estes em que tudo isto testemunhamos com respeito pela diversidade cultural. Ruins tempos estes em que a convergência se aplica apenas à oferta de serviços… ou talvez não exista nada de errado com os tempos de hoje, de ontem e de sempre, talvez exista apenas o tempo da nossa omissão!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O caldeirão da Metódica.
Todos nós temos um algoritmo de verificação, a que chamamos de estado de alerta... nele se jogam afectos, confianças e empatias, nele nascem todos os ódios e se cimentam inimizades fiéis e persistentes. Nele nascem e morrem estados de alma.
Sexto sentido, desculpam-se as mulheres, dissimulando o mais complexo algoritmo de verificação que a natureza construiu até hoje. Só a inexistência é verdadeiramente eficaz, só ela nos protege, só ela nos pode trazer a felicidade… toda a minha vida, busco esse algoritmo, Graal da minha implumitude, bálsamo apaziguador das minhas dores.
Algures uma menina troca um caldeirão de mezinhas por uma Casio programável, e toda a humanidade suspira por um enter universal.
Sexto sentido, desculpam-se as mulheres, dissimulando o mais complexo algoritmo de verificação que a natureza construiu até hoje. Só a inexistência é verdadeiramente eficaz, só ela nos protege, só ela nos pode trazer a felicidade… toda a minha vida, busco esse algoritmo, Graal da minha implumitude, bálsamo apaziguador das minhas dores.
Algures uma menina troca um caldeirão de mezinhas por uma Casio programável, e toda a humanidade suspira por um enter universal.
sábado, 3 de maio de 2008
Tinhas lá o teu passaporte?
O síndrome do peregrino é o da multiplicação das personalidades. Somos de um silêncio respeitoso quando nos interessa escutar e olhamos com desdém os que conversam entre si, ou se metem à nossa frente para tirar uma foto, impacientes com os que se demoram, testando a nossa tolerância. Tudo isto se altera quando chega a nossa vez. Quando queremos fotografar e as pessoas se sentem incomodadas porque nos metemos à sua frente…
Durante a visita eu vou tratar do assunto da tua mochila.
E avançamos tentando adivinhar como seria aquele lugar dois mil anos atrás, sem as construções, demolições e novas construções. Erguem os homens templos encima das suas memórias e do seu credo.
Olha já telefonei, eles não acham a tua mochila.
E naquele local onde celebramos a reconciliação dos homens, consigo mesmo, com o seu credo, com Deus… dou comigo a pensar que este guia deve achar que eu sou parvo. Aproveito o tempo da cerimónia religiosa para voltar ao Kibutz, peço-lhe para me arranjar um táxi. Escapa-se, não o encontro… ah… lá está ele! Diz-me que estava à minha espera, dissuade-me de voltar ao Kibutz, que telefonou e que eu provavelmente perdera a mochila num outro local.
Achmed, assim percebi ser o seu nome, o meu taxista muçulmano, interroga-me sobre as minhas razões para visitar a grande mesquita de Omar, digo-lhe acreditar que Deus fala aos homens nas mais diversas línguas, culturas e credos. Digo-lhe que apresentar o meu respeito num local santo é orar sempre a(o mesmo) Deus. Fica silencioso, não chego a saber o que me vai dizer, um carro barra-nos a passagem, lá dentro, dois civis interrogam-no, da forma como me olham vejo que procuram confirmar a versão do taxista.
De regresso, com a mochila ao colo, Achmed insiste em me deixar junto ao autocarro, quer ver a cara do meu guia… a justiça não fala aos homens na mesma língua, não tanto como a vingança.
Não admira que sejamos os demolidores dos templos que construímos…
Durante a visita eu vou tratar do assunto da tua mochila.
E avançamos tentando adivinhar como seria aquele lugar dois mil anos atrás, sem as construções, demolições e novas construções. Erguem os homens templos encima das suas memórias e do seu credo.
Olha já telefonei, eles não acham a tua mochila.
E naquele local onde celebramos a reconciliação dos homens, consigo mesmo, com o seu credo, com Deus… dou comigo a pensar que este guia deve achar que eu sou parvo. Aproveito o tempo da cerimónia religiosa para voltar ao Kibutz, peço-lhe para me arranjar um táxi. Escapa-se, não o encontro… ah… lá está ele! Diz-me que estava à minha espera, dissuade-me de voltar ao Kibutz, que telefonou e que eu provavelmente perdera a mochila num outro local.
Achmed, assim percebi ser o seu nome, o meu taxista muçulmano, interroga-me sobre as minhas razões para visitar a grande mesquita de Omar, digo-lhe acreditar que Deus fala aos homens nas mais diversas línguas, culturas e credos. Digo-lhe que apresentar o meu respeito num local santo é orar sempre a(o mesmo) Deus. Fica silencioso, não chego a saber o que me vai dizer, um carro barra-nos a passagem, lá dentro, dois civis interrogam-no, da forma como me olham vejo que procuram confirmar a versão do taxista.
De regresso, com a mochila ao colo, Achmed insiste em me deixar junto ao autocarro, quer ver a cara do meu guia… a justiça não fala aos homens na mesma língua, não tanto como a vingança.
Não admira que sejamos os demolidores dos templos que construímos…
quinta-feira, 24 de abril de 2008
O Om sobre o qual fomos criados...
Um e-mail circula por aí defendendo as pretensões chinesas ao Tibete, com argumentos já usados pelo colonialismo português, que reivindicava o nosso direito às colónias baseado em cinco séculos de história comum… e retratava os movimentos de libertação como terroristas e os seus líderes como torcionários da pior espécie.
Nesse e-mail os monges Budistas são apresentados como verdadeiros delinquentes, treinados pela CIA para produzir as mais sangrentas das revoltas e o Dalai Lama como um criminoso com uma sede insaciável por sangue. Tudo isto sobre a batuta da CIA, para lhe conferir uma inegável credibilidade (Bush já vai perdendo terreno nesta génese do mal absoluto… coitado, já nem no mal se safa!)
Devo confessar que aquele Om tibetano nunca me convenceu.
Depois de Bin Laden, surge-nos agora o Dalai Lama como produto da CIA; como diz o Alf, quem sabe não seja o actual Papa uma forma que a CIA encontrou de ter um Vaticano mais favorável…
Um dos fundadores da CIA defendia que esta devia ser constituída só por bons rapazes, educados e limpos, ou seja, sem pretos, hispânicos ou católicos.
Os Tibetanos acreditam ser o seu Om o som mais perfeito do mundo, sob o qual toda a criação foi gerada; tipo reminiscência ancestral de um big bang (acrescento isto para fazer a sua abrangência com os nossos conceitos laicos e deste modo lhe conferir um inalienável traço de autenticidade).
Sabemos que a CIA se criou a si própria, e desconfiamos que tenha criado o universo só para o poder dominar. Existe um Om que paira sobre todas as obras da criação, e que é o sopro da CIA sobre este universo… mas deixemos cada um com a sua fé.
Nesse e-mail os monges Budistas são apresentados como verdadeiros delinquentes, treinados pela CIA para produzir as mais sangrentas das revoltas e o Dalai Lama como um criminoso com uma sede insaciável por sangue. Tudo isto sobre a batuta da CIA, para lhe conferir uma inegável credibilidade (Bush já vai perdendo terreno nesta génese do mal absoluto… coitado, já nem no mal se safa!)
Devo confessar que aquele Om tibetano nunca me convenceu.
Depois de Bin Laden, surge-nos agora o Dalai Lama como produto da CIA; como diz o Alf, quem sabe não seja o actual Papa uma forma que a CIA encontrou de ter um Vaticano mais favorável…
Um dos fundadores da CIA defendia que esta devia ser constituída só por bons rapazes, educados e limpos, ou seja, sem pretos, hispânicos ou católicos.
Os Tibetanos acreditam ser o seu Om o som mais perfeito do mundo, sob o qual toda a criação foi gerada; tipo reminiscência ancestral de um big bang (acrescento isto para fazer a sua abrangência com os nossos conceitos laicos e deste modo lhe conferir um inalienável traço de autenticidade).
Sabemos que a CIA se criou a si própria, e desconfiamos que tenha criado o universo só para o poder dominar. Existe um Om que paira sobre todas as obras da criação, e que é o sopro da CIA sobre este universo… mas deixemos cada um com a sua fé.
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